MENSAGEM DO GRUPO

Uma vez concluído o trabalho, não podíamos estar mais satisfeitas, pois os objetivos estipulados foram atingidos e a elaboração do projeto foi enriquecedora - as aprendizagens que tivemos vão-nos ser muito úteis no futuro pela aplicabilidade dos conteúdos programáticos à realidade e pelas inferências obtidas. Conseguimos quebrar alguns dogmas instituídos nas nossas mentes (ex. empresas com ligação à internet no século XXI) e, simultaneamente, confirmámos alguns pressupostos previamente concluídos (ex. microempresas são o pilar da economia europeia).
Esperamos que o trabalho seja do interesse dos leitores - boa análise!

EMPRESAS COM LIGAÇÃO À INTERNET

Sabia que...

Em 2006 apenas 57% das empresas da Roménia tinham acesso à Internet?

A importância de estudarmos a evolução da percentagem do número de empresas com ligação à internet prende-se não só com a curiosidade de observarmos a evolução temporal deste, mas também com a necessidade de nos apercebermos das diferentes realidades existentes na Europa. Perante isto, recorremos ao cálculo de Índices, pois pretendíamos avaliar a evolução deste indicador num determinado período.

Por um lado, estudámos os Índices de Base Fixa (ano base 2006) para melhor compreendermos as variações de longo prazo. Por outro lado, tivemos ainda a curiosidade de perceber e interpretar as evoluções que se deram ano após ano e, para isso, calculámos também o Índice de Base Móvel ou em Cadeia, onde o período de referência já não é constante, mas o do ano anterior.

Vejamos, por exemplo, o caso da Alemanha. Quando analisamos o Índice de Base Fixa, reparamos que em 2012 houve um crescimento pois o número de empresas com ligação à Internet aumentou cerca de 2,11% relativamente a 2006. Porém, quando analisamos o índice de base móvel reparamos que de 2011 para 2012 nada se alterou (o índice é igual a 1), ou seja, o número de empresas com ligação à Internet manteve-se constante. Um dos motivos que poderá causar esta constância é o facto do valor estar já muito próximo dos 100 pontos percentuais (97%) e provavelmente a maioria das empresas que ainda não têm acesso à Internet, não necessitam de todo desse acesso.


Percentagem sobre as pequenas, médias e grandes empresas com ligação à internet em relação ao total de empresas de cada país, Índices de Base Fixa (2006) e Móvel.

INFLUÊNCIA DO INVESTIMENTO EM I&D NO PIB

O I&D é o trabalho criativo desenvolvido de forma sistemática com vista a ampliar a reserva de conhecimentos, incluindo o conhecimento do homem, da cultura e da sociedade, assim como a utilização dessa reserva de conhecimentos para a criação de novas aplicações.

Reparámos que os países que apresentam maior despesa em I&D são também aqueles que exibem valores do PIB mais elevados. Na verdade, quanto maior for o investimento das empresas em I&D, maior será o PIB desse país, uma vez que tal induz a otimização do processo produtivo, ou seja, consegue-se produzir mais com os mesmos recursos.

Aplicando os modelos regressivos lecionados e tendo em consideração a qualidade do ajustamento (R^2 = 0,878), calculámos a reta de regressão linear Y=39,482X+110425. Desta equação infere-se que quando a despesa em I&D varia numa unidade, o PIB varia 39,482 unidades no mesmo sentido.
Assim sendo, por se tratar de uma relação linear, pudemos calcular o índice de correlação linear (rxy = 0,936995) e afirmar que estas variáveis têm uma correlação positiva e muito forte (próxima de 1), isto é, o aumento do PIB é explicado em cerca de 93,7% pelo aumento da despesa em I&D

PIB e I&D - Anexos

Valores do PIB e do Investimento em I&D (PPS) em 2012.

Reta de regressão e curvilínea: relação do PIB em função da despesa em I&D (PPS), em 2012.




EMPRESAS CONSTITUÍDAS E DISSOLVIDAS POR SETOR DE ATIVIDADE ECONÓMICA

Atividades analisadas

  • Indústrias Extrativas
  • Indústrias Transformadoras
  • Construção
  • Comércio por Grosso e a Retalho


Conclusões

  • A média do número de empresas constituídas é muito mais elevada para empresas do Setor Terciário como as de Comércio por Grosso e a Retalho (em média 20.176) do que para as empresas do Setor Primário e Secundário como as das Indústrias Extrativas (em média 44) e Transformadoras (em média 4.881).
  • Os setores em que mais empresas são constituídas são também aqueles em que o número de empresas dissolvidas é maior. Concretizando, o setor terciário apresenta uma maior dinâmica no que toca à criação e dissolução de empresas quando comparado com os restantes setores.
  • O coeficiente de variação assume valores mais elevados no setor da Construção, tanto no que diz respeito à criação como à dissolução de empresas, o que significa que este é o setor onde as diferenças entre os vários países são mais acentuadas.
  • A Indústria Extrativa é aquela que apresenta menor coeficiente de variação.

E porquê? 

  • O setor terciário tem sofrido grande expansão, devido ao desenvolvimento exponencial da tecnologia nas últimas décadas, que criou novas necessidades. Consequentemente, surgem novas oportunidades de negócio, o que resulta no nascimento de empresas que pretendem responder a essas necessidades.
  • A crise no setor da construção afetou vários países da Europa no decorrer dos últimos anos.
  • A indústria Extrativa já tem market shares bem definidas e não é de todo um mercado em expansão, logo pouco atrativo a novas entradas. Como isto é verdade para todos os países, a dispersão neste setor é bastante reduzida. 

Empresas constituídas e dissolvidas - Anexo

A azul vê-se o número de empresas constituídas e empresas dissolvidas nos quatro setores mais relevantes por toda a Europa, em 2012. A laranja temos a média aritmética, o desvio padrão e o coeficiente de variação por setor.

MASSA EMPRESARIAL

Fun Facts: 


  • 99% das empresas Europeias são PME's
  • As PME’s são responsáveis por dois em cada três dos postos de trabalho criados pelo setor privado, contribuindo para mais de metade do valor acrescentado criado pelas empresas europeias
  • Nove em cada dez PME's têm menos de 10 funcionários ao serviço, ou seja, são microempresas
  • Os principais pilares da economia da Europa são microempresas, cada uma criando em média dois postos de trabalho
Assim sendo, foquemo-nos no setor do Comércio por Grosso e a Retalho, uma vez que o peso percentual do sector terciário na economia tem vindo a aumentar cada vez mais - não só pela sua expansão, mas também pela diminuição dos restantes setores – processo denominado por Terciarização da Economia. Verificamos então que, nos cinco países que estudámos, a percentagem das empresas destas dimensões em relação ao total de empresas de comércio por grosso e a retalho varia, em média, entre os 83% e os 96%. Por outro lado, as percentagens de empresas com 10 a 249 trabalhadores (pequenas e médias empresas) e mais do que 250 trabalhadores (grandes empresas) variam respetivamente entre os 4% e 16% e entre os 0,04% e os 0,3%.


Percentagem de PME's e grandes empresas relativamente ao total de empresas de cada um dos cinco países estudados (a azul) e a média por país e tamanho de empresa (a laranja). 

Número de empresas sobre o total de empresas por país (%)


Percentagem de microempresas em relação ao total de empresas por país, por Comércio por Grosso e a Retalho.
Percentagem de pequenas e médias empresas em relação ao total de empresas por país, por Comércio por Grosso e a Retalho.
Percentagem de grandes empresas em relação ao total de empresas por país, por Comércio por Grosso e a Retalho.




INTRODUÇÃO

Numa época em que a mudança é constante, é importante conhecer o mundo que nos rodeia para o compreender, reconhecer padrões e, posteriormente, tomar decisões baseadas em previsões fundamentadas. Deste modo, a realização deste trabalho não podia ser mais pertinente na medida em que nos dá ferramentas para trabalhar dados de forma metódica.
Posto isto, importa ainda salientar alguns pressupostos em que nos baseámos para melhorar a qualidade da nossa análise. 
Para a realização do projeto, optámos por escolher 5 países que considerámos representativos dos vários níveis de desenvolvimento. Focámos então o nosso estudo nos seguintes Estados: Alemanha (país europeu que apresenta o maior PIB), Países Baixos (país com o segundo maior PIB per capita), Portugal (incluir o nosso país nesta análise permite-nos ter um termo de comparação com a nossa realidade), Roménia (país com o segundo menor PIB per capita da União Europeia) e por fim o Chipre (país com segundo menor PIB da União Europeia).
Por conseguinte, a nossa análise terá duas vertentes: horizontal, onde estudaremos a evolução das variáveis ao longo do tempo, e vertical, que nos permitirá fazer comparações entre diferentes países.

PAÍSES ANALISADOS

Para tirar conclusões sobre as empresas na Europa, a sua evolução e a influência das mesmas na situação económica do país, decidimos analisar os dados de cinco países representativos do Continente. Naturalmente, com a impossibilidade de observar ao pormenor os dados de todos os 51 países da Europa e consoante a informação disponível no PORDATA, decidimos analisar países que representassem diferentes níveis de desenvolvimento, para assim podermos relacionar através de estatísticas a iniciativa privada - a sua quantidade, tamanho das empresas e poder económico - com a situação financeira e poder social do país. Assim, escolhemos Portugal - o país onde nascemos, com um Índice de Desenvolvimento alto, mas em situação financeira frágil -, Alemanha e Países Baixos - dos países mais desenvolvidos da Europa e, consequentemente, que detêm muito poder económico na União Europeia - e, em contrapartida, Chipre e Roménia - nações pobres e em desenvolvimento, em que o nível tecnológico é ainda atrasado.

(Da esquerda para a direita, por ordem de menção no texto) 1ª linha: Portugal, Alemanha, Países Baixos. 2ª linha: Chipre, Roménia.

PORDATA

O PORDATA é uma base de dados organizada pela fundação Francisco Manuel dos Santos com dados sobre Portugal contemporâneo, que contém estatísticas oficiais e certificadas sobre o país e a Europa, dividida num amplo conjunto de temas como a população, educação, saúde, entre outros. Esta plataforma disponibiliza informação de forma rigorosa e isenta e está disponível para todos os cidadãos, de forma gratuita. Os seus dados são provenientes de entidades oficiais tais como o Instituto Nacional de estatística e o Eurostat